Pix – o que é esse novo meio de pagamento?

Helena Leite

Helena Leite

Head of Creadit da a55

meios de pagamento

Em Novembro de 2020, o Banco Central lançou o Pix – um sistema de pagamento instantâneo, que permite a transferência de valores em poucos segundos.

Esse novo sistema veio para revolucionar a maneira como as pessoas enxergam as transações bancárias.

Neste artigo você entender como funciona esse meio de pagamento, qual a tecnologia por trás dele, quais as vantagens e desvantagens. Além disso, você também vai descobrir se é seguro ou não fazer transferências via Pix. Boa leitura.

Mas afinal, o que é o Pix?

O Pix é um sistema de pagamentos , criado pelo Banco Central (BC). Esse sistema permite que os valores sejam transferidos entre contas em 10 segundos, em qualquer dia e horário, incluindo finais de semanas e feriados. As transferências podem ser feitas por meio de contas-corrente, contas-poupança ou contas de pagamento pré-pagas.

O Pix tem como objetivo principal aumentar a velocidade de pagamentos e transferências recebidas, com a intenção de aumentar a competitividade e eficiência do mercado, pois apresenta baixo custo, alta segurança e boa experiência de clientes.

Apesar de ter sido criado pelo BC, quem oferece o Pix às pessoas e empresas são as instituições financeiras, como bancos, meios de pagamento e fintechs.

Como funciona?

Antes do Pix, as instituições bancárias cobravam tarifas por transferências. Uma simples transferência, poderia ter uma tarifa de até 10 reais. Se um usuário realizasse várias transferências num dia, o valor total poderia ser muito alto.

Para fazer uma transferência via Pix, basta que você e a pessoa que vai receber a transferência tenham uma conta (corrente ou poupança) ou uma carteira digital, um celular com aplicativo do seu banco e uma Chave Pix.

A chave Pix é como você será identificado nas transações. Para criar uma chave Pix, a pessoa ou empresa precisa usar o CPF/CNPJ, ou e-mail, ou número de telefone celular ou a chave aleatória.

A chave aleatória é uma maneira de receber uma transferência sem precisar informar dados pessoais. Ela tem um papel de login, ou seja, é um conjunto de números, letras e símbolos gerados aleatoriamente que identificará a conta do destino de recursos.

Diferente das transações como TED e DOC, você não precisa saber qual o banco da pessoa que vai receber sua transferência. 

Outra diferença das transações tradicionais é que com o Pix não tem limite de horário, nem de dia da semana e o valor é disponibilizado ao recebedor em 10 segundos. 

Com o Pix também é possível realizar pagamentos via QR Code, desse modo, a liquidação é feita em tempo real, o pagador e o recebedor são notificados a respeito da conclusão da transação e o pagamento também pode ser feito em qualquer dia e horário.

O Pix pode ser utilizado para transferências e pagamentos:

 

  • entre pessoas físicas; 
  • entre pessoas e estabelecimentos comerciais, incluindo e-commerce; 
  • entre estabelecimentos, como pagamentos de fornecedores;
  • para transferências envolvendo entes governamentais, como pagamentos de taxas e impostos;

Além disso, não existe limite mínimo ou máximo de valores para transferências, ou seja, você pode fazer transferências a partir de R$ 0,01. Porém, com uma forma de mitigar riscos e fraudes, as instituições financeiras que oferecem o Pix podem estipular um limite máximo de valor para transferência.

Tecnologia do Pix

O Brasil é considerado um pioneiro tecnológico com o Pix, pois disponibilizou um sistema de pagamentos instantâneos que nem mesmo a China ou Estados Unidos têm. Uma das grandes vantagens do Pix é a agilidade no pagamento. Em vez de pedir diversos dados, como agência, conta e dados pessoais do recebedor, basta pedir a Chave Pix, que é a identificação de preferência.

Para as operações, o Banco Central mantém uma estrutura moderna baseada no protocolo “ISO 20022”, que é capaz de catalogar usuários e as instituições participantes do sistema, como também de registrar cada transação operada. 

A base tecnológica utilizada para o Pix tem como fundamento o envio de mensagens. Sendo assim, as transações financeiras serão baseadas em mensagens enviadas de um usuário a outro, podendo ser de pagamento, cobrança, registro de usuário ou um catálogo de registros diversos de mensagens diferentes.

O Banco Central optou por utilizar um padrão existente, o que é importante para não criar algo muito específico apenas do mercado brasileiro. Especialistas acreditam que com a padronização referentes às mensagens, daqui alguns anos será possível que tenhamos uma rede de pagamentos instantâneos mundial, e que o câmbio e a remessa entre diferentes países aconteça também 24 horas por dia por 7 dias por semana.

Vantagens desse meio de pagamento

O BC apresenta benefícios e vantagens para três grandes grupos:

Pagadores

  • Rapidez, segurança e baixo custo;
  • Agilidade – uso da lista de contatos do celular ou de QR Code para iniciar pagamento);
  • Praticidade – só precisa do dispositivo digital para realizar o pagamento, dispensa uso de cartão, folha de cheque, cédulas, maquininhas etc.;
  • Possibilidade de integração a outros serviços no smartphone.

Recebedores

  • Baixo custo de aceitação;
  • Disponibilização imediata dos recursos, o que tende a reduzir necessidade de crédito;
  • Facilidade e rapidez de checkout – não precisa de POS para passar o instrumento de pagamento ou de um caixa para dar troco.

Ecossistema

  • Eletronização dos meios de pagamento, isso quer dizer que há um melhor controle de LD/FT e redução do uso de cédula, que são instrumentos socialmente mais custosos;
  • Competição entre meios de pagamento, ou seja, tende a gerar serviços com maior qualidade e menor custo;
  • Estímulo à entrada de fintechs e big techs;
  • Grande potencial de inclusão financeira, com custos menores de iniciação e de aceitação e ambiente com mais agentes ofertantes;
  • Ambiente seguro.

Tecnologia do Pix

Com relação a segurança, o BC divulgou um manual de segurança, com os requisitos básicos que as instituições financeiras participantes precisam seguir.

“O Pix conta com os mesmos protocolos de segurança do Sistema Financeiro Nacional que já usamos hoje, e que também servem para TEDs e DOCs”, explica o Banco Central, acrescentando que as transações contam ainda com as camadas de segurança oferecidas pelas próprias instituições financeiras por meio dos celulares, como biometria, reconhecimento facial e outras.

Na prática, as transações e os dados dos usuários devem ser protegidos por duas medidas de segurança principais: a criptografia e a autenticação, que obrigatoriamente fazem parte dos procedimentos adotados pelos agentes financeiros participantes do Pix para evitar fraudes e prejuízos financeiros aos usuários.

Para esclarecer, a criptografia pode ser definida como a construção de protocolos de segurança que impedem terceiros de lerem mensagens privadas. No caso do Pix, especificamente, impede que ciber criminosos consigam interceptar informações de uma transferência enquanto ela está sendo enviada de um usuário para outro.

A a55 em parceria com o Gouvêa dos Reis Advogados realizou um debate sobre o Pix, clique aqui para ver o conteúdo completo. Neste debate, um engenheiro de Software explica o que é, como funciona o Pìx e quão seguro ele é.

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